Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares — a meta mais urgente da humanidade até 2030.
O ODS 1 é o primeiro e mais urgente dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU. Erradicar a pobreza extrema e reduzir drasticamente a pobreza em todas as suas dimensões é o alicerce sobre o qual todos os demais objetivos se sustentam. Sem combater a pobreza, nenhum dos outros 16 ODS pode ser plenamente alcançado.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 1 — Erradicação da Pobreza — foi adotado por 193 países membros da ONU em setembro de 2015, como parte da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Sua meta central é acabar com a pobreza extrema para todas as pessoas em todos os lugares até 2030, atualmente medida como pessoas que vivem com menos de US$ 2,15 por dia (valor atualizado pelo Banco Mundial em 2022).
Mas o ODS 1 vai além da renda. Ele reconhece que a pobreza é multidimensional — envolve falta de acesso à educação, saúde, moradia, saneamento básico, proteção social e participação política. Pobreza é exclusão. É invisibilidade. É a negação de direitos fundamentais.
O Brasil possui uma das economias mais ricas da América Latina — é a 9ª maior do mundo pelo PIB nominal — mas também uma das distribuições de renda mais desiguais do planeta. Segundo o IBGE (Síntese de Indicadores Sociais 2025), o Brasil atingiu o menor nível histórico de extrema pobreza: 7,4 milhões de pessoas (3,5% da população) vivem com menos de US$ 2,15/dia — uma redução de 1,9 milhão em relação a 2023. O Índice de Gini caiu para 0,506 em 2024, também o menor da série histórica.
A pobreza no Brasil tem rosto definido: é majoritariamente negra (pretos e pardos representam 75% dos mais pobres), feminina (as mulheres chefes de família são as mais vulneráveis), jovem (crianças de 0 a 14 anos têm o maior índice de pobreza) e nordestina (a região concentra 56% dos pobres extremos do país).
O Programa Bolsa Família, reativado em 2023, atende mais de 21 milhões de famílias e é considerado um dos maiores programas de transferência de renda do mundo. Contudo, especialistas alertam que a transferência de renda, embora essencial, não é suficiente sem políticas estruturais de emprego, educação e infraestrutura.
Antes da pandemia de COVID-19, o mundo havia alcançado progresso histórico na redução da pobreza extrema: de 36% da população global em 1990 para menos de 10% em 2019. No entanto, a pandemia reverteu décadas de avanço. O Banco Mundial estima que mais de 100 milhões de pessoas retornaram à pobreza extrema entre 2020 e 2022.
A África Subsaariana concentra atualmente a maior parte dos pobres extremos do mundo (cerca de 60%). Conflitos armados, crises climáticas, inflação alimentar e desigualdade estrutural tornam a erradicação da pobreza o maior desafio da humanidade para esta década.
O relatório do PNUD (2023) aponta que, no ritmo atual, o mundo não alcançará a meta de erradicar a pobreza extrema até 2030 — estando projetado para atingir esse objetivo apenas em 2050, com duas décadas de atraso.
O progresso do ODS 1 é monitorado por indicadores globais definidos pela ONU. Os principais são:
No Brasil, o monitoramento é realizado pelo IBGE (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios — PNAD Contínua), pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e pelo Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), que reúne informações de mais de 40 milhões de famílias de baixa renda.
A erradicação da pobreza não é responsabilidade exclusiva dos governos. Empresas, organizações da sociedade civil, universidades e fundações têm papel central e insubstituível nessa agenda.
O SELO ODS BRASIL certifica organizações que demonstram ações concretas e mensuráveis alinhadas ao ODS 1. Não basta declarar compromisso com o fim da pobreza — é necessário evidenciar práticas, políticas e resultados verificáveis que contribuam para essa meta. Impacto real tem nome, tem número, tem evidência.
O SELO ODS BRASIL avalia as organizações candidatas em sua contribuição ao ODS 1 por meio de critérios específicos desenvolvidos pela equipe técnica do programa, baseados nas diretrizes da ONU e adaptados ao contexto brasileiro.
Entre os critérios avaliados para o ODS 1 estão:
Organizações certificadas pelo SELO ODS BRASIL no âmbito do ODS 1 integram uma rede nacional de entidades comprometidas com o fim da pobreza — e esse compromisso é verificado, documentado e renovado a cada ciclo de certificação.
As projeções atuais são desafiadoras. O Brasil reduziu significativamente a pobreza extrema entre 2003 e 2014, mas houve retrocesso entre 2015 e 2022. Com o fortalecimento de programas sociais e crescimento econômico inclusivo, especialistas consideram possível aproximar-se da meta, mas a erradicação total exigirá esforços muito superiores aos atuais.
O Banco Mundial define pobreza extrema como viver com menos de US$ 2,15 por dia (valor atualizado em 2022 em paridade de poder de compra). A linha de pobreza é mais ampla, geralmente definida em US$ 3,65/dia para países de renda média-baixa como o Brasil. O IBGE utiliza critérios próprios adaptados à realidade brasileira.
Além de cumprir a legislação trabalhista, empresas podem adotar salários acima do mínimo, criar programas de empregabilidade para populações vulneráveis, desenvolver produtos acessíveis para a base da pirâmide, investir em fornecedores de pequeno porte e de comunidades periféricas, e apoiar organizações sociais de combate à pobreza.
O SELO ODS BRASIL avalia a contribuição da organização ao ODS 1 em suas dimensões de empregabilidade, renda digna, segurança alimentar, proteção social e impacto comunitário. A avaliação é técnica, baseada em evidências documentais e entrevista com especialistas credenciados.
Certifique seu impacto no combate à pobreza com o SELO ODS BRASIL — o maior certificador dos ODS da Agenda 2030 no Brasil.
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