Reduzir as desigualdades dentro dos países e entre eles — o desafio central de uma agenda de desenvolvimento verdadeiramente sustentável.
O ODS 10 — Redução das Desigualdades — enfrenta um dos paradoxos mais profundos do Brasil: somos a 9ª economia do mundo, mas figuramos entre os 10 países mais desiguais do planeta. A desigualdade brasileira não é apenas econômica — tem raça, gênero, território e geração. Compreendê-la em toda a sua complexidade é o primeiro passo para superá-la.
O décimo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável busca reduzir as desigualdades dentro dos países e entre eles. Suas metas incluem o crescimento da renda dos 40% mais pobres em ritmo superior à média nacional, eliminação de práticas discriminatórias, regulação dos mercados financeiros e maior voz dos países em desenvolvimento nas instituições internacionais.
O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. O índice de Gini — que mede a concentração de renda em uma escala de 0 (perfeita igualdade) a 1 (desigualdade máxima) — ficou em 0,518 em 2023, revelando uma das distribuições de renda mais concentradas entre grandes economias. Para comparação, países escandinavos como Dinamarca e Suécia têm Gini em torno de 0,29.
A desigualdade brasileira tem uma dimensão racial profunda e histórica: pessoas negras e pardas representam 56% da população mas compõem 75% dos mais pobres. A taxa de desemprego entre negros é sistematicamente 70% maior que entre brancos. Apenas 4,7% dos CEOs das 500 maiores empresas brasileiras são negros.
O Brasil carrega também uma desigualdade geográfica estrutural. O PIB per capita do Sudeste é quase 3 vezes maior que o do Norte e Nordeste. Um bebê nascido no interior do Maranhão tem expectativa de vida 12 anos menor que um bebê nascido em São Paulo. Essa desigualdade regional é produto de séculos de investimentos públicos e privados concentrados.
O SELO ODS BRASIL certifica organizações que enfrentam a desigualdade com ações concretas e mensuráveis — que vão além do discurso inclusivo e documentam resultados. Reduzir desigualdades não é filantropia: é investimento no único futuro possível para o Brasil.
O índice de Gini é um coeficiente estatístico que mede a distribuição de renda em uma sociedade. Varia de 0 (todos têm a mesma renda) a 1 (uma pessoa tem toda a renda). O Brasil, com 0,518, é um dos países mais desiguais do mundo — muito distante de economias com distribuição mais equilibrada como Bélgica (0,27) e Alemanha (0,31).
Programas como o Bolsa Família / Programa Auxílio Brasil são instrumentos diretos do ODS 10: transferem renda para a população mais vulnerável, reduzem a pobreza extrema e diminuem o Gini. Estudos do IPEA mostram que esses programas respondem por até 28% da redução da desigualdade medida no Brasil nas últimas décadas.
Certifique seu compromisso com o ODS 10 e demonstre que inclusão é uma prática verificável na sua organização.
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