Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis — o objetivo que trata do lar de 87% dos brasileiros.
O ODS 11 — Cidades e Comunidades Sustentáveis — é o ODS que fala diretamente sobre onde a maioria dos brasileiros vive, trabalha e sonha. Com 87% da população vivendo em áreas urbanas, o Brasil é um dos países mais urbanizados do mundo. Mas nossas cidades carregam contradições profundas: centros modernos e periferias precárias, engarrafamentos e falta de transporte público, construções de luxo e déficit habitacional de milhões.
O déficit habitacional brasileiro é uma ferida histórica: 8 milhões de famílias não têm moradia adequada, seja por coabitação involuntária, aluguel excessivo comprometendo mais de 30% da renda, ou habitação precária. O Programa Minha Casa Minha Vida impactou positivamente, mas ainda está longe de equacionar o problema.
As 13.200 favelas brasileiras são territórios de criatividade e resiliência, mas também de exclusão: falta de regularização fundiária, ausência de serviços públicos de qualidade, violência e vulnerabilidade climática. As enchentes e deslizamentos que devastam comunidades periódicamente — como no Rio Grande do Sul em 2024 e em Petrópolis em 2022 — revelam a vulnerabilidade desses territórios às mudanças climáticas.
A mobilidade urbana é um dos maiores problemas das cidades brasileiras. O trabalhador médio gasta 2h30 por dia no transporte — tempo roubado da família, do lazer, do descanso e da educação. O modelo centrado no automóvel individual perpetua engarrafamentos, poluição do ar e exclusão dos mais pobres, que dependem do transporte público muitas vezes deficiente e caro.
O SELO ODS BRASIL certifica organizações que constroem cidades melhores — não apenas por onde passam, mas por onde ficam. Empresas e organizações que investem no território contribuem para cidades mais humanas, resilientes e sustentáveis.
O déficit habitacional mede a diferença entre a demanda por moradia e a oferta adequada. No Brasil, é formado principalmente por coabitação familiar involuntária (famílias vivendo juntas sem querer), aluguel excessivo (mais de 30% da renda) e habitação precária. As famílias mais pobres — especialmente negras, monoparentais e periféricas — são as mais impactadas.
As cidades brasileiras enfrentam ondas de calor urbano (ilhas de calor), enchentes, deslizamentos e estiagem hídrica com frequência e intensidade crescentes. As populações de favelas e baixadas são desproporcionalmente afetadas. O trágico episódio do Rio Grande do Sul em 2024 é o exemplo mais recente de como a falta de planejamento urbano e as mudanças climáticas se retroalimentam.
Certifique seu compromisso com o ODS 11 e mostre que seu impacto vai além das paredes da sua organização.
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