Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas — condição indispensável para um mundo justo e sustentável.
O ODS 5 — Igualdade de Gênero — é, ao mesmo tempo, um objetivo em si e um meio para alcançar todos os demais ODS. Quando as mulheres têm acesso a educação, trabalho digno, saúde e participação política igualitária, toda a sociedade prospera. No Brasil, país marcado por profundas desigualdades de gênero, raça e classe, este objetivo representa um dos maiores desafios e potenciais da Agenda 2030.
O quinto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável busca alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas. Suas metas abrangem eliminação de todas as formas de violência e discriminação, acesso equitativo à educação e saúde, participação plena na liderança política e econômica, e reconhecimento e redistribuição do trabalho doméstico não remunerado.
O Brasil ocupa a 94ª posição no Índice Global de Lacuna de Gênero 2023 do Fórum Econômico Mundial — uma posição modesta para a 9ª maior economia do mundo. A desigualdade de gênero no Brasil tem dimensões econômicas, políticas, culturais e físicas que se interseccionam com raça e classe social.
A violência doméstica e o feminicídio representam a face mais brutal dessa desigualdade. O Brasil registra mais de 1.400 feminicídios por ano e é o 5º país com maior taxa de feminicídio do mundo, segundo dados do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos. A Lei Maria da Penha (2006) foi um marco histórico, mas sua implementação plena ainda é um desafio em municípios menores e regiões mais vulneráveis.
Na esfera econômica, as mulheres representam 44% da força de trabalho brasileira mas recebem, em média, 22% menos que os homens. Essa diferença aumenta quando se considera raça: mulheres negras ganham, em média, apenas 44% do salário de homens brancos para funções equivalentes.
Um dos aspectos mais invisibilizados da desigualdade de gênero é o trabalho doméstico não remunerado. No Brasil, as mulheres dedicam em média 21,3 horas semanais a afazeres domésticos e cuidado de pessoas, contra 11 horas dos homens. Se esse trabalho fosse remunerado, corresponderia a cerca de 11% do PIB brasileiro, segundo estimativas do IPEA.
O SELO ODS BRASIL certifica organizações que demonstram compromisso concreto com a igualdade de gênero — não apenas no discurso, mas em políticas, práticas e dados. Organizações que certificam seu compromisso com o ODS 5 contribuem para um Brasil mais justo para todas as mulheres.
Além das políticas de RH, empresas podem auditar seus salários anualmente para identificar e corrigir disparidades de gênero, estabelecer metas de representatividade feminina em cargos de liderança com prazos definidos, e criar comitês de diversidade e inclusão com poder decisório real.
Não. A igualdade de gênero beneficia toda a sociedade. Quando mulheres têm acesso igualitário à educação, trabalho e liderança, o crescimento econômico aumenta, a saúde pública melhora e a democracia se fortalece. O ODS 5 reconhece que a igualdade de gênero é condição para o desenvolvimento sustentável de todos.
Certifique seu compromisso com o ODS 5 e integre a rede de organizações que constroem um Brasil mais justo para todas as mulheres.
Quero o SELO ODS BRASIL