Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos — um direito humano fundamental ainda negado a milhões.
O ODS 6 — Água Potável e Saneamento — trata de um direito humano fundamental reconhecido pela ONU em 2010, mas ainda negado a dezenas de milhões de brasileiros. O Brasil é paradoxalmente o país com a maior reserva de água doce do mundo — 12% da água doce superficial do planeta — mas convive com um déficit histórico de saneamento básico que mata, empobrece e perpetua desigualdades.
O sexto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável busca assegurar a disponibilidade e a gestão sustentável da água e do saneamento para todos. Isso inclui acesso universal a água potável segura e acessível, esgotamento sanitário adequado, eliminação da defecação a céu aberto, proteção dos ecossistemas aquáticos e gestão integrada dos recursos hídricos.
O Brasil possui o Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020), que estabelece metas ambiciosas: universalizar o abastecimento de água até 2033 (99% da população) e o tratamento de esgoto até 2033 (90% da população). Mas o desafio é imenso: o país acumula um déficit histórico que precisa ser superado em menos de uma década.
A falta de saneamento básico tem impacto direto na saúde pública: 65% das internações hospitalares infantis no Brasil são causadas por doenças relacionadas à água contaminada e ausência de esgotamento sanitário, segundo o IPEA. Para cada R$ 1,00 investido em saneamento, o retorno em saúde pública é de R$ 4,00.
A desigualdade no acesso ao saneamento é territorial e racial: municípios do Norte e Nordeste têm os piores índices, e comunidades quilombolas e indígenas são as mais afetadas — com taxas de cobertura de esgoto abaixo de 10%.
Apesar de ser detentor das maiores reservas de água doce do mundo, o Brasil enfrenta crises hídricas recorrentes. As causas são múltiplas: desmatamento que compromete a recarga dos aquíferos, poluição de rios e lagos, desperdício e gestão ineficiente dos recursos hídricos.
O SELO ODS BRASIL certifica organizações que demonstram gestão responsável da água — um bem comum que não pertence a ninguém e pertence a todos. Cada litro economizado, cada rio preservado, cada família com água limpa é um passo concreto rumo à Agenda 2030.
O Marco Legal do Saneamento estabelece 2033 como prazo. O ritmo atual de investimentos ainda está abaixo do necessário, mas há avanços. A privatização e concessão de serviços de saneamento tem gerado debate sobre equilíbrio entre eficiência e universalização com equidade.
A distribuição da água no Brasil é desigual — a Amazônia concentra 80% dos recursos hídricos, enquanto o Nordeste semiárido sofre com escassez. Além disso, desmatamento, poluição e desperdício comprometem a qualidade e a disponibilidade de água mesmo em regiões com abundância.
Certifique seu compromisso com o ODS 6 e demonstre gestão responsável da água mais preciosa do planeta.
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